Santo Antônio

Nossa história tem início em meados do século XIX,no local conhecido como Salto da Onça,região deserta e inculta onde hoje se encontra a cidade de Santo Antônio.Um dos seus mais antigos proprietários foi Florêncio da Costa Paloma que em 1850 vendeu suas terras a Dª Ana Joaquina de Pontes,pernambucana,que ali se estabeleceu com o marido e filhos.Dª Ana de Pontes fundou o povoado e,com sua família,desenvolveu a agricultura,construiu casas e doou,em 1869,um terreno para a construção de uma capela que foi levantada e consagrada a Nossa Senhora da Conceição.Em 1874,Dª Ana e sua família já haviam alcançado razoável situação econômico-financeira na agricultura e na indústria rural. Tendo grande visão comercial decidiram criar uma pequena feira que começou a atrair forasteiros e novos habitantes. Essa feira marcou o início do povoado e continuou sem interrupção até hoje,construindo uma tradição no comércio de Santo Antônio.Em 1879,ano do falecimento de Dª Ana Joaquina pontes,o povoado já apresentava aspecto de Vila em pleno desenvolvimento.O nome Salto da onça,famoso em todo o Estado, vem de uma estória contada pelos 'mais antigos'da região.Nas Redondezas existia uma pedra rachada ao meio,com uma fenda medindo três metros de extensão.Exatamente no local desta fenda,um caçador conseguiu ferir,mortalmente,uma onça em pleno salto.O feito desse caçador,pela sua natureza espetacular,entrou para a história e permaneceu sempre atual,denominado uma terra que hoje é núcleo comercial de toda uma região.O povoado,que até meados do Século XIX era denominado de Salto da Onça,teve seu nome mudado pelo Vigário de Goianinha,Pe.Manoel Ferreira Borges,por ocasião da celebração da primeira missa,passando a se chamar,oficialmente, Santo Antônio.Mas,a população estabeleceu um outro topônimo; Santo Antônio do Salto da Onça,unindo ao mesmo tempo a história e a religiosidade que se espalhou por todo o Estado.Durante seis anos,período compreendido entre 30 de Dezembro de 1942 e 23 de Dezembro de 1948,o município foi chamado;padre Miguelinho,voltando ao seu nome anterior e tradicional a partir de então.A organização judiciária,o Termo foi criado em 30 de Outubro de 1938 e a Comarca em 23 de Dezembro de 1948.Atualmente,a comarca é de 2ª entrância e sua jurisdição abrange os Termos de Santo Antônio,Serrinha Várzea,Jundiá e Lagoa de Pedras.
obs: Dados do Atlas Escolar do Município e Secretaria de Educação e Cultura no ano de 2001.
CRIAÇÃO DA PARÓQUIA DE SANTO ANTÔNIO
"Fazemos saber que atendendo ás necessidades espirituais dos habitantes da vila de Santo Antônio, até agora pertencente á freguesia de Nova cruz, do bispado de Natal Rn.
Havemos por bem desmembrar como desmembramos dessa a referida Vila de Santo Antônio, criando-a e, originando-a como por este Decreto a criamos e erigimos ad perpetuam em paróquia e instituímos canonicamente a Igreja de Santo Antônio em Matriz da nova Freguesia, na forma do Sagrado Concílio Tridentino e mais leis vigentes, Concedemos, portanto, à dita Paróquia, ora criada plenos direitos e faculdades para ter em sua sede o Sacrário, em que permanentemente se conserva o Santíssimo sacramento, para consolação dos fiéis, havendo o necessário ornato e decência requerida na casa de Deus, observadas as disposições dos Sagrados Cânones, nomeadamente, os dos para parágrafos 888, 889, 891, 892 e 894 - Tit. XIV, Acta et Decreta concilii plenarii Americae Latinae, gozando de todos os direitos e privilégios, honra e prerrogativas e distinções da igreja paroquial.
A nova Freguesia de Santo Antônio terá permanentemente o seguinte traçado de limites: ao Norte, os antigos limites de Goaninha com São José do Mipibu até a barra da Pajussara; a Leste, uma linha que, partindo da barra da Pajussara no rumo norte e Sul inclui, a povoação de Brejinho e os sítios Pajussara de Baixo, Lagoa grande, Várzea e Lagoa Tapacurá, até os limites de Goianinha e Nova Cruz até a lagoa de Panelas, e daí em direção ao poente até Lagoa Dantas; a oeste, a estrada real que conduz da Lagoa Dantas ao Trapiá jacu,Regalia e Serra do Boqueirão até encontrar com os limites de São José do Mipibu.
São estes os limites do município de Santo Antônio, ora vigentes, pelos quais regerá a nova Freguesia de Nova Cruz os Habitantes do território desmembrado e os submetemos à jurisdição do respectivo pároco da nova Freguesia de Santo Antônio e aos que canonicamente lhe sucederem no cargo, e mandamos aos mencionados habitantes que tanto para o respectivo pároco, como para a nova matriz, contribuam religiosamente com os emolumentos, oblações e benesses que lhes sejam respectivamente devidos, pelos estatutos, leis, uso e costumes na Diocese de Natal.
Mandamos também que na nova Igreja matriz se conserve do Santíssimo Sacramento a lâmpada acesa de dia de noite, permanentemente alimentada com óleo puro de oliveira, bem como que ali se estabeleça o batistério e a pia batismal, na forma prescrita pelo ritual, haja livro de Tombo e de registro de batismo, matrimônios e óbitos, segundo as prescrições do direito.
Mandamos que este nosso Decreto seja lido à Estação da missa paroquial, tanto da dita Matriz de Santo Antônio, como da matriz de Nova Cruz e registrado no livro de Tombo dessas Matrizes, pelos respectivos párocos, do que se passará seja devolvido à Câmara Eclesiática do Bispado de Natal, para os devidos fins. 
Compreendendo a nova Freguesia de santo Antônio territórios de outras Freguesia de Santo Antônio limítrofes, além do de Nova Cruz, ficarão do mesmo modo desmembrados e sujeitos à jurisdição do pároco da Freguesia ora criada, do que se expedirá comunicação aos párocos das respectivas freguesias para o devido registro no livro competente.
Dado e passado nesta nossa cidade Arquiepiscopal da Paraíba, sob o Nosso Sinal e Selo das Nossas armas, aos 16 de Agosto de 1915. E eu Monsenhor Odilon da Silva Coutinho, Secretário Geral do Arcebispado, o escrevi. D. Adauto Aurélio de Miranda Henriques, arcebispo da paraíba e administrador Apostólico da Diocese de Natal.
Reg. no livro 1.º fls. 2
Mons. Pegado Cortez, encarregado do expediente.
Está conforme. vila de Santo Antônio, 12 de setembro de 1915.
Servindo de Escrivão
Alexandre Celso Garcia.
A PARÓQUIA DE SANTO ANTÔNIO, SUA MATRIZ E SEUS VIGÁRIOS.
A paróquia e o município de Santo Antônio forma desmembrados do território de Goianinha.
Chamava-se antigamente Salto da Onça até o momento em que o Padre Manoel Ferreira Borges mudou para Santo Antônio.
Como vimos anteriormente em 1867, Anna Joaquina de pontes doou para construção de um templo a Nossa Senhora da Conceição duzentas braças de frente com trezentas de fundo de sua propriedade. Foi neste terreno que os habitantes de Santo Antônio edificaram a sua Igreja Matriz e Grande parte do casario de sua cidade.
Logo após a doação deste terreno, os católicos do povoado construíram uma capelinha dedicada a nossa Senhora da Conceição, implantada na parte norte da cidade, em terreno plano, medido cento e dez palmos (110) de comprimento e sessenta (60) de largura. Era de baixa estatura, sem torre, mas possuía três altares. 
Esta Igrejinha foi demolida em 1924 pelo juiz distrital, Dr. Higino, alegando que ia construir um novo templo, o, que não aconteceu.
A vila de Santo Antônio ficou quase três anos sem um lugar adequado para a celebração dos atos religiosos. Por isso, a missa e demais atos religiosos eram celebrados no prédio da Prefeitura Municipal e as imagens ficaram espalhadas nas casas de particulares.
Por volta de 1922 ou 1923, um grupo de católicos iniciou a construção de uma nova Igreja, um pouco mais abaixo da Igreja primitiva. Esta iniciativa não foi adiante.
A Igreja Matriz que hoje nós conhecemos foi iniciada em 1911 pelo cônego José Paulino Duarte, quando este era vigário da paróquia de Nova Cruz. Vale salientar que, por decreto de D. Adauto de Miranda Henriques, datado de 22 de junho de 1908, a capela de Santo Antônio foi desligada da paróquia de Goianinha passando a pertencer a Nova Cruz.
A capela-mor desta matriz foi benta em 1927. Sobre isto assim se expressou D. José Pereira Alves quando em dezembro de 1927 fez visita pastoral a Santo Antônio: “Fizemos a visita canônica da capela-mor da futura Matriz. Há muito que fazer ainda, se não fora a generosidade do coronel Rodopiano de Azevedo a cujas expensas está construída a capela-mor, esta paróquia não teria lugar sagrado” (livro de Tombo da paróquia).
O corpo da Igreja foi construído pelo Padre Josino Gomes da Silva, que vigário da paróquia de 1924 a 1928.
O padre Carlos Franik (vigário de 1936 a 1937) continuou a construção da Matriz, levantando as colunas necessárias à sustentação do teto. Ocorreu que a 11 de agosto de 1936, se desmoronaram quatro colunas, impedindo assim a continuidade dos trabalhos. Somente sob vicariato do Padre Bianor Aranha (1937 a 1940) é que foi concluído o trabalho de cobertura do referido templo.
Em 1941, o Padre benjamim Sampaio encontrou a Matriz sem reboco da frente e completamente sem torre, graças ao seu trabalho, executado pelo famoso mestre Francisco Viana, foi construída a torre da Matriz de Santo Antônio. O trabalho foi iniciado com apenas quatro contos de réis, produto de uma festa dirigida pelo Cel. Aníbal de Oliveira Barbalho e pelo Capitão Pedro Heráclito Pinheiro.
Esta torre, cuja pirâmide mede 8 metros e meio de altura, consumiu mais de cem mil tijolos. Seu custo ficou em torno de 110 contos de réis.
Além disso, o Padre Benjamin construiu a pia batismal e a calçada da Matriz. Os vigários que lhe sucederam na paróquia depois de 1954, quando ele retirou-se para o Rio de janeiro, continuaram os trabalhos internos do referido templo.
O padre benjamim deixou edificado um grande salão paroquial e, por conta própria, construiu a Casa Paroquial. Esta casa custou à importância de cento e cinqüenta mil cruzeiros.
VIGARIOS DA PARÓQUIA DE SANTO ANTÔNIO
Padre José Alves Cavalcante de Albuquerque, vig. De 1915 a 17; e em 1927.
Padre Luís Adolfo de Paula, vig. enc. 1917 a 18; 1920 a 22; 1922 1924 a 27.
Padre José de Oliveira Barbalho, vig. de 1918 a 20.
Padre Antônio Vicente da Costa, vig. em 1922.
Padre João Felipe Dulberg, M. S. vig. de 1922 a 24.
Padre Josino Gomes Ramalho, vig. enc. de 1928 a 34.
Padre Severino Ramalho, vig. de 1934 a 35.
Padre José Adelino Dantas, vig. de 1934 a 35.
Padre Ambrosio Silva, vig. enc, em 1935.
Padre Antônio de Melo Chacon, vig. de 1935 a 36.
Padre Carlos Franik, M. S. F., vig. de 1936 a 37.
Padre João Verberk, M. S. F., vig. em 1937.
Padre Bianor Aranha, vig. de 1937 a 40.
Padre Severino Bezerra, vig. de 1940 a 41.
Padre Benjamim Sampaio, vig. de 1941 a 54.
Padre Geraldo Almeida, vig. de 1954 a 55.
Padre Raimundo Barbosa, vig. de 1955 a 64.
Padre Manoel Antônio Xavier, vig. de 1965 até hoje.
Monsenhor Xavier e Vereador Dedé Camilo
ASPECTOS POLÍTICOS E ADMINISTRATIVOS
Desmembrado do município de goianinha em 05 de Junho de 1890, através do decreto-lei nº 32, criou-se o município de Santo Antônio, quando foi emancipado. Em 31 de Março de 1981 o Decreto-lei nº 102 tornou-se sem-efeito a criação do novo município. Em 08 Janeiro de 1892 após a batalha política realizada pelos líderes da época e por força do Decreto-Lei nº 06, Santo Antônio voltou a ter autonomia política, tendo sido restaurada sua condição de município do Estado do Rio Grande do norte. Em 29 de Março de 1938, pelo Decreto-lei nº 457, Santo Antônio recebeu os foros de cidade. Após sua emancipação política o município recebeu a nomeação de seu primeiro governante, o intendente Sr. Thedósio Xavier de Paiva, seguido pelos demais Intendentes todos nomeados de 1889 à 1930.
Theodósio Xavier de paiva
Ten. Joaquim Rodrigues dos santos
Ten-Cel. Rodophiano Fernandes de Azevedo
Cel. Epaminondas de Oliveira Mendes
Francisco Tomaz do Nascimento
Cap. Manoel Rimígio
Nestor de Alexandria
Valdomiro Fernandes de Aquino
Pedro Gomes Teixeira
Salustiano Bezerra da Silva Lima
Alferes Balbino José Cavalcante
José Correia de Andrade
Cel. Epaminondas de Oliveira Mendes
O primeiro Prefeito eleito de Santo Antônio foi o Sr. Jose Augusto de Oliveira Mendes,tendo governado o município no período de 1930 até o início de 1933,seguido pelos demais prefeitos:
ANÍBAL DE OLIVEIRA BARBALHO 1933 à 1935 - Aliança Liberal
LINDOLFO GOMES VIDAL 1936 à 1945 - Partido Popular
CAP. PEDRO HERÁCLITO PINHEIRO - 1946 à 1947 - Interventor
CORONEL JOSÉ LÚCIO RIBEIRO 1948 à 1953 - P.S.D
SEVERINO CARLOS NOGUEIRA 1953 à 1958 - P.S.D
BOANERGES DE AZEVEDO BARBALHO 1958 à 1962 - P.S.D
FRANCISCO EDUARDO DO NASCIMENTO 1962 à 1963 ( 4 meses) P.S.D
LINDOLFO GOMES VIDAL 1963 à 1969 - U.D.N
EDAN BEZERRA DE OLIVEIRA 1969 à 1973 - ARENA
LINDOLFO GOMES VIDAL 1973 à 1977 - ARENA
JOSÉ DO CARMO DOS SANTOS 1977 à 1982 - M.D.B
JOSÉ DOMINGOS FILHO 1982 à 1988 -
LUÍS CARLOS VIDAL BARBOSA 1988 à 1992-
ALDO HENRIQUE DE LIMA 1992 à 1996 -
LUÍS CARLOS VIDAL BARBOSA 1997 à 2000 -
LUÍS CARLOS VIDAL BARBOSA 2001 à 2004 -
LILIANE REGIS RIBEIRO COUTINHO BARBALHO E SILVA 2004 à 2008 -
DR. GILSON GERALDO BENTO DE OLIVEIRA 2008 à 2012 -
Obs: Dados do Atlas Escolar do Município de Santo Antônio e Secretaria de Educação e Cultura no ano de 2001.
Postado por Dedé Camilo às 06:08 0 comentários 
Marcadores: Santo Antônio
A História da Cidade de Santo Antônio Rn
A VIDA INTELECTUAL
1.BIBLIOTECAS
O município de Santo Antônio conta com duas bibliotecas.Em 15 de Outubro de 1968 foi fundada a 1ª biblioteca do município, pela Lei Municipal nº 8, de 1º de Agosto de 1968. Atualmente, conta com 4.948 exemplares, sendo que os mais procurados são:
1.A Moreninha, de Joaquim Manoel de Macedo
2.A Viagem, de Ivani Ribeiro
3.Helena, de Machado de Assis
4.Ressurreição, também de Machado de Assis
5.Capitães de Areia, de Jorge Amado
6.Gabriela Cravo e Canela, ainda de Jorge Amado
7.O Senhor Embaixador, de Érico Veríssimo
8.Os Sertões, de Euclides da Cunha
9.Iracema, de José de Alencar
10.Insônia, de Graciliano Ramos, além de outros
A segunda biblioteca, de que não se tem a data precisa de sua fundação, é a do Posto Cultural do Mobral.
2.TEATRO
Apesar de não ser uma forma de lazer expressiva no município, o teatro teve seu lugar na década de 50, através de experiências feitas por alunos da Escola Estadual Dr. Manoel Dantas. Seus trabalhos eram geralmente feitos em benefícios da Igreja, ou da própria escola. O único interesse do grupo, era o de colaborar para o desenvolvimento da comunidade. Todas as peças apresentadas foram colocadas nos estilos “drama” ou “comédia”. Sem local apropriado para à apresentação, o grupo atuava em um armazém. A diretora dos espetáculos era Arlete Barabalho de Azevedo Silva. O elenco variava, mas algumas atrizes se destacaram e são lembradas até hoje: Em “Coração de Cigana” de autor desconhecido, destacaram-se Amália de Souza Rodrigues Felinto e Maria Nazaré Marreiro. Em “A Orgulhosa”, também de autor desconhecido, destacou-se Maria Nazaré Marreiro. Na comédia “Seu Pafuncio”, ainda de autor desconhecido, sobressaiu-se Terezinha Lins, Luiza Martins, Elita Martins e Maria de Lurdes Oliveira.
3. POETAS POPULARES
Na parte relativa à cultura popular, mais objetivamente, a poesia popular, há em Santo Antônio três pessoas que se destacam pela beleza e simplicidade de seus versos: Celestino Quirino de Oliveira, José Luiz e Eleusipo Oscar de Oliveira.
3.1. Celestino, embora não nascido no município, veio para Santo Antônio em Julho de 1949, aos 23 anos, onde se estabeleceu na agricultura. Atualmente, faz parte da diretoria da Associação dos Pequenos Produtores de Santo Antônio, com o cargo de tesoureiro. Conta Celestino que começou a escrever versos ainda garoto, como autodidata, pois nunca freqüentou escolas ou teve professore. Sua aprendizagem se efetuou devido às aulas que seu pai administrava a seus irmãos mais novos. Enquanto, durante a noite, o pai ensinava às crianças, Celestino ficava escutando os sons das letras. No dia seguinte, escondia-se no mato, levando consigo a carta do abc para aperfeiçoar-se. Nunca perdia a oportunidade de perguntar aos outros que “nome” era este ou aquele. Foi assim que surgiu mais um poeta popular, que por ocasião de concurso de poesias realizados em homenagem à Associação, onde è tesoureiro, foi o 1º colocado, com os seguintes versos:
“Deus é um nome sagrado
Do pai da humanidade
Crutac e Funrural é
O pai da sociedade
Espero que ela cresça
Com toda a fidelidade

Amigos vamos lutar
Juntos com amizade
Com fé e esperança
Prá nossa sociedade
Ter muito passo à frente
Prá nossa felicidade.

A nossa sociedade
De pequenos produtores
Foi criada e fundada
Por um grupo de doutore
Todos da universidade
Já vê que temos valores.

Já vê que temos valor
Porque ela foi criada
Em todos setores de leis
Ela foi autorizada
E todos fiquem sabendo
Não foi história inventada

Espero que todo sócio
Tenha prosperidade
Tenha força e esperança
Unidos com amizade
Não vamos deixar cair
A nossa sociedade

No Rio Grande do Norte
Fui nascido e criado
Município de Santa Cruz
Cidade do meu agrado
Se eu morasse lá
Também era associado.

Quem não souber o meu nome
Que ele não se expande
Venha perguntar a mim
Ou cace uma pessoa e mande
Sou Celestino Quirino
Natural do Rio Grande...

3.2. José Luiz, nascido a 08 de Março de 1940, no sítio Gravatá, munucípio de Santo Antônio, tem completo somente o antigo curso primário. Atualmente, além de fazer poesias, exerce a profissão de comerciante ambulante, vendendo tecidos, geralmente em feiras. Já participou do curso de relações humanas no circo d acultura, da Fundação José Augusto. O poeta sempre se dedicou muito aos versos, que são na maioria. De cunho histórico ou homenagens. Por ocasião do primeiro aniversário da Associação dos Pequenos Produtores de Santo Antônio, historiou em versos toda a sua evolução, publicando, em mimeógrafo, o poema completo. Outro de seus poemas, que mereceu destaque pela beleza dos versos, foi a homenagem feita à Fundação José Augusto.

CULTURA DÁ BOM PRODUTO
VÁ A FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO

Todo povo tem cultura
Boa cultura dá bom fruto
Nós recebemos um circo
Repleto de bom produto
Venho aprender relações humanas
Na fundação José Augusto

Os seus chefes são cidadãos
De uma cultura sem par
São técnicos na educação
Bem vindo ao nosso lugar
Continuam de braços aberto
Para quem lhe procurar

Parabenizo de antes
Estes nobres cidadãos
Que trouxe a nossa cidade
Esta belíssima mansão
Dando relações humanas
Curso que tem projeção

Só quero falar no circo
E na cultura que tem
Na fundação José Augusto
Nome que se ouve bem
José Augusto foi tão ilustre
Que continua fazendo o bem

O nosso governo planejou
E investiu num plano curto
Para dá ao nosso povo
Uma obra de grande vulto
Este circo da cultura
Fundação José Augusto

Todo povo tem cultura
Mas não sabe aperfeiçoar
Fale com técnicos do circo
Que querem lhe ajudar
Faça relações humanas
Curso de admirar

Todo povo vai ficar pensando
Quando domingo chegar
Que vi sessenta alunos
Diplomado aqui ficar
Com o curso de relações humanas
Que muito vai ajudar
Juro que disse a verdade
Observando o que fiz
Serei feliz no futuro
É isso se prediz
3.3. Nascido aos 25 de Julho de 1908 em Santo Antônio, Elêusipo só estudou dos sete aos 14 anos, por falta de recursos para continuar. Mas sempre viveu em contatos com grandes literatos, através de livros em prosa e poesia. Foi a Natal em busca de emprego, mas só conseguiu assentar praça na Policia Militar, em virtude de seus conhecimentos musicais. Em 1932 foi designado para integrar uma “volante” com destino ao interior do Estado, trinta dias depois voltou, buscando seus amigos professores como Abner de Brito, Jeferson e prof. Furtado, a fim de adquiri mais conhecimentos. Em 1932 marchou para Pau dos Ferros como combatente. Após noventa dias voltou. Em 1935 ocupou o cargo de escrivão da polícia na cidade de Açu, onde tomou parte da defesa do município contra os subversivos. Mais tarde tomou parte na defesa ao regime do país, lutando contra os insurretos. Antes disso, defendeu a fazenda do Senhor Cândido, quando do ataque dos sindicalistas. Em suas lutas, ao entrar numa aguada fria, adquiriu uma paralisia que, anos depois, o, impossibilitou de andar. Inválido, requereu sua reforma, ficando como primeiro Sargento, posto que já ocupava. Então, se encerrou num casebre ás margens da lagoa Seca, onde tratou de “bolir com rimas e cantá-las ao som peculiar à sua lira”. Casado desde 1929 desquitou-se em 1952, ano em que voltou à sua terra natal, e dedicou-se aos versos para completar seu livro SÓLITO, que através de rimas e lirismo, conta suas mágoas.
ATUALIDADE
Os homens não se entendem! Confusão!
Aumentar a gana ao nobre em seu poder!
Aumentar a gana ao pobre em seu sofrer!
Não há lei, nem amor , nem união.

É a babel subindo à amplidão
Por via da ganância, do querer
Do cego poderoso que não vê
O martírio do lar do seu irmão.

Nesta cosmogonia buliçosa
Dos astros em constante polvorosa
Vejo neste retrato a perfeição.

A meiguice, a ternura desta imagem
Me eleva e faz guardar como mensagem
Na tela videa do meu coração.



 Cruzeiro do Padre
Está localizado na fazenda do Sr. Luiz Maia no Sítio Lages
O CRIME QUE O POVO NÃO ESQUECEU
Aconteceu em 25 de Fevereiro de 1904. O padre José Luiz Cerveira saiu de sua fazenda, pelas 6 horas da manhã, com destino ao lugar denominado "Lages", a fim de mandar derrubar um cercado que havia sido construído por Joaquim clemente, com madeira tirada numa mata pertencente ao padre Cerveira. O padre foi acompanhado por diversos trabalhadores. Ali chegando, apareceram Joaquim Clemente e seus dois filhos, Joaquim e João. Um dos seus filhos pediu ao sacerdote que não mandasse derrubar a cerca. Como o padre não atendeu à solicitação, ele vibrou uma facada no seu estômago, e derrubou-o do cavalo em que estava montado. Como se isto não bastasse, os três precipitaram-se, sobre o padre e vibraram-lhe várias outras facadas; o sacerdote expirou imediatamente. Um dos presentes, que era afilhado e amigo do vigário, tentou socorrê-lo, mas foi igualmente assassinado. Os criminosos foram capturados imediatamente. Toda Vila de Santo Antônio pranteou o seu trágico desaparecimento. o padre José Luiz Cerveira era português e contava 69 anos de idade. Era querido pelos seus paroquianos e considerado como um homem generoso e prestativo. Aplicava a homeopatia com grande interesse e dedicação humanitária. Empregando o sistema Hahnemann e aplicações hidroterápicas, fez numerosas curas em pessoas pobres da sua freguesia. o assassinato do padre José Luiz Cerveira. Gerações e mais gerações ouviram narrativas deste episódio. Cada vez que esta história era repetida, os mais antigos tinham o cuidado de ressaltar os castigos sofridos pelos criminosos: 30 anos de prisão para os assassinos e a família foi amaldiçoada até a quinta geração. Esta é a versão popular da sentença bíblica: " Não toqueis nos meus ungidos". Em homenagem ao padre temos rua Padre Cerveira (antiga rua do motor).

FATOS CURIOSOS

* O primeiro aparelho de rádio só chegou a Santo Antônio em 1933, comprado por Francisco Cesino Ribeiro.

* Em 1947 surgiu o primeiro refrigerador no município, levado por Afrísio de Barros e Silva

* O primeiro automóvel, um Ford 23, era da propriedade de Saturnino Ferreira Maia.

* No ano de 1928, em Novembro, caiu um avião vindo da Itália, com destino ao Rio de Janeiro, no sítio "Juca". Contam que o aeroplano desviou-se da rota e o combustível acabou. os pilotos, um francês e um uruguaio, não sofreram ferimentos graves, mas um médico foi solicitado ao então Governador do Estado, para atendê-los. Para visitar o avião, não faltaram turistas vindo de várias regiões, até que o mesmo foi desmontado e levado a Natal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário